Xintoísmo

Xinto ou xintoísmo, a religião nacional do Japão, denominada mais corretamente pelos japoneses “Kami-no Michoi”, que significa “o caminho dos deuses”. Traduzida esta frase para o chinês, temos Shin-tao, cuja abreviação é Shinto, xinto seu nome popular mesmo no Japão.

Alegam os japoneses datar o xintoísmo do sétimo século antes de Cristo. Entretanto, autoridades no assunto situam-lhe a origem muito mais tarde, e põem em grande duvida as afirmativas das escrituras japonesas, de que a primeira terra criada fora à do Japão, e que a deusa do sol em pessoa dera à luz ao primeiro micado, Jimmu Tenno.

As escrituras japonesas compõem-se de duas secções: o Kojiki ou “Registros de Assuntos Antigos”, e o Nihon-gi, as “Crônicas do Japão”, elaborada no oitavo século de nossa era.

O Kojiki é o mais obsceno de todos os livros sagrados; numerosos trechos figuram em latim na sua versão inglesa.

Existem outros livros sagrados descrevendo o cerimonial do xintoísmo e contendo poemas religiosos. Xinto é um politeísmo animista. Afirma o Kojiki existirem oitocentos mil deuses e deusas, todos descendentes de duas divindades originais, Izanagi e Izanagai

O progresso da civilização impôs ao povo japonês a revisão de seu credo. Nos últimos cinqüenta anos o facilismo que distinguira o xinto por tanto tempo, tem sido suprimido em grande parte.

A mais importante de todas as divindades japonesas é a deusa do sol, a que brilha no céu, Amaterasu.

A religião popular venera a sagrada montanha, Fuji-Yama. Religião e patriotismo acham-se tão intimamente entrelaçados, que vários governantes têm sido considerados praticamente deuses. Há bem pouco goza o povo japonês a permissão de encara-los.

No sexto século A. D., o confucionismo e o taoísmo também lhe vieram da China, e por muitos séculos os japoneses possuíram religião muito confusa.

No século dezoito ocorreu grande revivificação do xinto, sob os auspícios dum grupo de intelectuais, que logrou restaurar em grande parte a religião primitiva.

A tendência liberal dos xintonistas para com outras religiões, converteu-se recentemente num movimento ambicioso visado fazer do xinto uma religião universal, compreendendo não só o budismo, confucionismo e taoísmo, como também os credos de Muhámad e Jesus (W.L.R., Pág. 168).

È duvidosa a perspectiva de crença tão nacional, como o xinto, servir de base uma caráter de suas escrituras sagradas e bem conhecido falicismo, considerado imoral pelos ocidentais.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *