Religião Mexicana

Quando se alude à antiga religião mexicana, compreende-se se tratar de civilização florescente no sudoeste da América do Norte, no período entre 1000 – 1500 A. D. aproximadamente.

Da primeira parte daquele período pouco se sabe acerca dos mexicanos. Tradicionalmente, atribuísse aos Toltecs o erguimento duma civilização do século onze, a qual desapareceu com a invasão e conquista do país pelas tribos do norte, os Nauarianos.

Destes Nauarianos, uma tribo, a dos Aztecas, ganhou-lhes gradativamente a supremacia, cristalizando a nova civilização mexicana (azteca) , a partir de cerca de 1300 a 1519, quando Cortês conquistou o país para a Espanha.

O estudo da religião azteca revela traços de semelhança com a egípcia. As Teocalli, ou moradas dos deuses, eram grandes pirâmides, menos bem construídas que as do Egito, mas com estas parecendo em tamanho e forma. A da cidade do México media, na base, 375 por 300 pés, e tinha 80 pés de altura.

Estas Teocalli eram, na realidade, enormes montes de terra com revestimento de cantaria talhada. Eram dedicadas ao culto de vários deuses. Os rituais incluíam praticas mais horríveis e revoltantes que as encontradas em qualquer outra religião. Inúmeros milhares de homens eram levados vivos ao bloco sacrifical. Quatro homens seguravam a vitima pelos braços e pernas, enquanto o coração lhe era arrancado Vico do corpo e ofertado ao sol.

As vitimas eram invariavelmente os prisioneiros capturados em campanhas guerreiras. Extraído o coração, o corpo do sacrificado era entregue ao guerreiro que capturou no campo de batalha. Este guerreiro, depois de cozinhar o corpo, consumia-o juntamente com seus parentes, em grande festa; a tíbia era amarrada a um poste próximo da casa do guerreiro, servindo de fetiche de boa sorte. O crânio era atirado à pilha de tais troféus, sobre a última plataforma das Teocalli. Os conquistadores espanhóis referem que só numa pilha contaram cento e trinta e seis mil crânios.

Os deuses favoritos dos mexicanos eram Tezcatlipoca e Huitzilopochtli.

O primeiro fora originalmente deus da lua minguante, e, por vezes, era considerado deus do vento.

O mais belo espécime masculino dos cativos era escolhido anualmente para representar o deus durante os doze meses. Supria-se de tudo que havia de mais fino, e era venerado como um deus. Um mês antes da data escolhida para a sua morte, davam-lhe como esposas quatro donzelas das mais formosas. À medida que se aproximava o dia de sua morte, essas esposas o deixavam. Na hora marcada subia a Teocalli, retiravam-lhe as lindas vestes e o sacrificavam na forma habitual sobre o topo da pirâmide.

Huitzilopochtli era o deus popular da cidade do México. Sua origem não é bem conhecida, tendo sido identificado como deus da estrela matutina ou do sol no Oriente; mais tarde, porém fora conhecido como deus da guerra.

Segundo a tradição, foi milagrosamente concebido pela mãe por meio de uma bola de penas que caíra do céu. Os aztecas assegura, que o deus nasceu completamente armado, matando logo sua irmã a deusa luta, e escorraçando do lar os demais quatrocentos irmãos. Vê-se imediatamente corresponder essa fantasia a uma dramatização do aparecimento do sol pela madrugada, diante de cujo esplendor desaparecem a lua e as estrelas.

Existiam outros deuses: da terra, da chuva e do milho, além de numerosos espíritos que habitavam as fontes, montanhas e grutas. As divindades femininas compreendiam as deusas da terra, do fogo, da imundície, das flores e do amor.

Não há menção de qualquer grande líder religioso entre os mexicanos. Sua civilização ruiu ante um pugilo de conquistadores espanhóis. Os padres que acompanhavam Côrtes admiraram-se de encontrar entre os mexicanos costumes religiosos análogos aos dos católicos fervorosos. Confissão, penitencia, absolvição, batismo e comunhão, embora com feições mais primitivas, faziam parte das crenças aztecas. A comunhão, por exemplo, consistia em modelar-se uma imagem de Huitzilopochtli, de farinha amassada com o sangue de criancinhas.

A descoberta mais surpreendente dos padres católicos foi o uso generalizado da cruz entre os mexicanos. Chamavam-na a “árvore de nossa vida”. Em lugar de relacionar-se ao sacrifício, figurava como símbolo dos quatro ventos do céu.

A conquista da religião azteca pelo cristianismo está galvanizada no fato de haver sido colocada em 1593 à pedra fundamental duma grande catedral da cidade do México, construção avaliada em dois e meio milhões de dólares e que se ergueu precisamente no mesmo lugar onde existira templo dedicado a um dos deuses mexicanos.

A religião do Peru tinha muitos pontos de contato com a do México, mas era de natureza um tanto mais elevada. Não tinha o Sacrifício humano. O fogo era sagrado e toda a religião se baseava no culto do sol. O Templo do Sol era velado por virgens vestais. O Estado e a Religião se confundiam. O monarca governante era considerado divino, consistindo o seu harém de virgens do Templo do Sol.

Era crença geral que o primeiro governante, ou inca, chamado Manco Capac, havia nascido duma virgem para redimir a humanidade.

Uma resposta a Religião Mexicana

  1. MARILEUZA FRANCISCA DE JESUS disse:

    o conteúdo desse site e ótimo e tem muitas informações boas e precisas parabéns

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